Ao retornar do Oitavo Congresso de Escola Dominical, em São Paulo, fiquei um tanto preocupado com os rumos que as manifestações do dia 15, contra o governo, poderiam tomar. Graças a Deus, não houve nenhum incidente grave. O povo saiu às ruas, expôs a sua insatisfação e, pacificamente, cada um voltou à sua casa. Se algum arruaceiro profissional apareceu, foi logo dissuadido pela polícia.

A sociedade civil, decepcionada com as esquerdas, ganhou as ruas, demandando o fim da corrupção e o justiçamento dos corruptores e dos corrompidos. Até que não é difícil enquadrar estes e aqueles; os mecanismos disponíveis até que são eficientes. Mas, o que fazer com a corrupção? Mostra a história que ela acompanha-nos desde o Éden. Mas, nem por isso, pode ou deve ser tolerada. Que se restrinja, pois, ao campo da vergonha e da punição.

Durante as manifestações, exigia-se também o impedimento de Dilma Rousseff. Slogans e faixas externavam o ânimo de muitos brasileiros que, naquele momento, só enxergavam como saída uma única saída: a saída da presidente. A situação, porém, não é tão simples quanto parece.

Um impedimento, agora, não resolverá o problema do Brasil. Fosse apenas político, bastava impedir a mandatária. A questão, todavia, vai além da política: é moral e espiritual. Por isso, cumpre-nos agir como discípulos de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, entendamos o que está acontecendo em nossa pátria.

Que Deus está intervindo, não há dúvida. Doutra forma, estaríamos, hoje, na mesma situação da Venezuela, Bolívia, Argentina e Equador. Nesses rincões bolivarianos, as esquerdas fincaram de tal forma suas raízes que, em seus jardins e canteiros sociais, juncam marxismos e stalinismos. Logo, se o partido que ocupa o Planalto tivesse logrado seu comunismo cultural, hoje nossas crianças teriam como livro de texto uma cartilha gay e, por esta, estariam sendo alfabetizadas. O aborto já seria legal, a eutanásia já estaria descriminada e as drogas, vendidas em feiras livres. Mas, graças a Deus, conseguimos barrar o espírito do Anticristo. A igreja brasileira, apesar de suas deficiências, ainda mantém o ímpeto da voz dos santos profetas e dos apóstolos de Cristo.

O momento requer oração, clamor e muitas lágrimas. Roguemos a Deus que ilumine a presidente Dilma e dê-lhe forças para cumprir a sua missão. Que ela entenda ter sido eleita para governar o Brasil, e não para fazer o jogo de um partido que, até agora, jamais se empenhou pelo bem comum.

Ainda há tempo de a senhora Rousseff colocar-se nas mãos do Todo-Poderoso, que haverá de guiá-la na difícil missão de administrar com eficiência a coisa pública. Não lhe será fácil, pois o cenário é-lhe totalmente desfavorável. No entanto, é possível.
Que ela recorra à Bíblia Sagrada, humilhe-se diante de Deus e busque-lhe a presença. Que se desfaça em confissões diante do Senhor de toda a terra. Dessa forma, nossa presidente entrará para a história como a grande estadista de todos os brasileiros. Caso contrário, pouca esperança haverá para o seu governo.

Presidente, há muitas vozes intercedendo pela senhora. Faça a sua parte. Clame ao Senhor. E, em breve, nosso país será colocado em seu verdadeiro lugar. Ainda há tempo.

Meu dever pátrio é ser cristão, agora e já. Por isso, oro por Dilma Rousseff. Também não estou satisfeito, mas a minha obrigação é orar por seu governo. A Bíblia Sagrada constrange-me a isso.

Fonte: CPADnews