INTRODUÇÃO.  Agora a fase é outra, pois as águas já não são mais em grande volume, vão baixando e logo Noé e sua família deixam o barco. É tempo de recomeçar a vida na terra, com um governo humano. Praticamente toda a civilização foi extinta, porém os sobreviventes que foram acolhidos na arca, Noé e sua família, agora dão início à nova fase, ou seja, o recomeço da vida com um governo humano, introduzido pelo próprio Criador.

I. UM NOVO COMEÇO. Neste recomeço, Deus estabelece a ordem como fez no princípio da criação do homem, permite que se multiplique e povoe a terra, mesmo sendo agora, uma outra realidade, a harmonia não seria a mesma, pois para sobreviverem, os habitantes da terra teriam que viver também da caça, abstendo-se, no entanto do sangue. Deus, com o intuito de proteger as pessoas, da violência que existia antes do dilúvio, diz em Gn. 9.6: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem”. Aqui fica claro que foi estabelecido o uso da espada, era necessário que se colocasse limites às barbáries cometidas pelos moradores da terra. Assim Deus estabelece seu concerto com a humanidade e a natureza pelo qual Ele prometeu que nunca mais destruiria com dilúvio.

II. O ARCO DE DEUS. Como sinal do pacto de Deus com a humanidade e  toda a natureza, Ele diz: “O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal entre mim e a terra…” A chuva passaria  a cair constantemente sobre a terra, o que não ocorria antes do evento do dilúvio, e o arco conhecido popularmente como arco-iris, apareceria quando da ocorrência de chuvas, como memorial perpétuo.

III. O PRINCÍPIO DO GOVERNO HUMANO. Era da vontade de Deus que se estabelecesse o governo humano, após o dilúvio,  que se preservasse a vida de todos, levando-se em conta que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Ao homem foi delegada a autoridade e poder para governar. O estabelecimento do governo humano à luz da do que o Senhor disse sobre a preservação da vida, não tirar a vida de ninguém, Gn. 9.6, deixa claro que as escrituras estendem esse status especial e proteção à vida humana a todos os seus estágios de desenvolvimento e necessidades,  Is. 46. 3-4. O feto compartilha a imagem de Deus, Sl. 139. 13-16.  Há uma oposição ao longo da história quanto à santidade da vida humana, mais notadamente por aqueles que defendem o ponto de vista da “qualidade de vida”, sugerindo que a vida humana deva possuir certas qualidades e capacidades antes que possa ser considerada valiosa e digna de ser preservada. Mas essa “qualidade de vida” é rejeitada pelas escrituras, pois o valor da vida humana não depende de capacidades funcionais ou de viabilidade de sobrevivência independente, mas está assegurado por causa da imagem de Deus encontrada em todo ser humano. Deus não mede a qualidade de uma pessoa antes de conferir sua imagem a ela. Deus nos chama a estender esse  cuidado e compaixão a toda vida que Ele criou, em qualquer estágio de desenvolvimento e em qualquer necessidade.

CONCLUINDO. É claro que devemos obedecer às autoridades constituídas do governo humano, pois Deus o permitiu para que tivéssemos ordem. Porém o governo perfeito que aguardamos, esse sim será justo e todos os que esperam o Senhor, que breve virá estabelecer seu governo milenar, são bem-aventurados. Vale a pena ser crente, e mais, ser cidadão do céu!

Bibliografia Consultada:

BÍBLIA DA MULHER, Barueri. Sociedade Bíblica Do Brasil, 2009;

BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, Rio de Janeiro. CPAD, 1995.