O dinheiro no nosso dia.

 

Se hoje, com a existência do dinheiro, o vendedor sempre acha que seu produto vale mais, e o comprador sempre acha que vale menos que o valor estabelecido, como não seria quando as trocas comerciais eram realizadas por meio do escambo? Com toda a certeza era algo bastante complicado e que causava grandes desacordos e insatisfações, exatamente como hoje em dia. Sempre alguém sai ganhando e outro perdendo.

 

No longo do tempo, as sociedades foram se organizando e criando regras nas mais diversas áreas da vida, inclusive na área que regulava a divisão, partilha e trocas materiais. E, para tentar eliminar as dificuldades nas relações comerciais, a sociedade ao longo do tempo criou o dinheiro como o conhecemos hoje: moedinhas, cédulas, cheques, cartões eletrônicos, etc.

 

O dinheiro é um papel, é um sistema de trocas. A moeda, como a conhecemos hoje, não foi inventada por uma idéia pessoal, mas surgiu de uma necessidade nas relações humanas. O dinheiro não vale por si só, mas é avaliado pelas mercadorias e serviços que ele pode comprar, dando ao seu portador a faculdade de se considerar credor e de usufruir dos bens e serviços oferecidos. Se não houvesse o dinheiro hoje, certamente estaríamos trocando mercadorias como antigamente.

 

Ao longo do tempo, o dinheiro passou a ter importância direta na vida de todos, afinal de contas, na sociedade em que vivemos, ele é um instrumento necessário para se viver. As finanças estão tão presentes no nosso cotidiano que lidamos com elas praticamente o tempo todo: para comermos, precisamos despender de algum dinheiro; para nos deslocarmos de um lado a outro da cidade, precisamos de dinheiro para o transporte ou gasolina; se quisermos ir ao hipermercado para abastecer a geladeira, teremos que dispor de dinheiro; se trabalharmos o mês inteiro para no final receber algo, é certo que não iremos querer receber o pagamento em mercadorias, mas sim, em dinheiro; e até mesmo para se ter uma conta  bancária precisamos de dinheiro para a tarifa mensal. Em resumo, para viver nesse mundo, precisamos aprender a lidar com o dinheiro, exercendo controle, e não sendo controlado por ele.

 

Hoje, temos um mercado financeiro complexo, porém frágil, onde qualquer rumor já traz uma grande oscilação na economia mundial. O que acontece no outro lado do planeta afeta diretamente nossa economia, nossos gastos, nosso orçamento, e nosso padrão de vida. A economia atual é mais virtual do que real. As especulações correm a todo vapor. Para se ter uma idéia, o dinheiro, na forma de papel moeda, não chega nem a 10% de todos os dólares no mundo. E os mais de 90% restantes são representados por dinheiro virtual localizados nos bancos, nas bolsas de valores, nas financeiras, etc.

 

Em soma, o que temos visto é um cenário em que os ricos ficam cada vez mais ricos, e os pobres ficam cada vez mais pobres, alargando-se a cada dia o espaço entre essas duas camadas sociais.

O dinheiro está presente até nas pequenas coisas que você nem imagina.

 

DEUS deixou a sua palavra escrita, a bíblia sagrada, para que a usássemos a cada dia de nossa vida. A bíblia é um manual de vida extremamente completo, abrangendo todas as áreas possíveis existentes: saúde, emoções, espiritualidade, caráter, liderança, família, casamento, ministério, administração. Ela ainda foi escrita para diversos tipos de pessoas, como idosos, adultos, jovens, crianças, com ou sem saúde, ricos ou pobres, etc.

 

A bíblia precisa ser lida, relida, estudada, interpretada, consultada, e tudo isso através do ESPÍRITO SANTO, que é quem dá o entendimento e as revelações que precisamos. Lidamos com cada uma dessas áreas no nosso dia a dia, e para os assuntos da área financeira, não poderia ser diferente.

 

Quando abordamos a área financeira, precisamos compreender que nela estão inseridos assuntos como dinheiro, bens materiais, riquezas, prosperidade financeira, administração, economia, contabilidade, planejamento e negócios. E todo esse contexto de finanças precisa ser visto como algo real e diário. Em nenhum lugar da bíblia está escrito que o dinheiro por si só é uma maldição ou algo condenável. Pelo contrário, ela aborda de forma clara esses assuntos dando a eles extrema importância dentro do contexto de vida.

 

“Eis que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber, e gozar cada um do bem de todo

o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que DEUS lhe deu; porque está é a sua porção. Quanto ao homem, a quem DEUS conferiu riquezas e bens, e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho: isto é dom de DEUS. Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida, porquanto DEUS lhe enche o coração de alegria.” (Eclesiastes 5: 18-20)

 

No Pentateuco (os cinco primeiros livros da bíblia), estão descritas as 613 leis e mandamentos de DEUS ao povo judeu, e de todas essas leis, mais de 100 abordam questões financeiras relacionadas ao dinheiro e aos negócios. JESUS, somente nos quatro evangelhos que foram escritos, falou sobre dinheiro cerca de 80 vezes. E em cerca de 20% do conteúdo do sermão do monte (livro de Mateus nos capítulos 5, 6 e 7), Ele abordou questões financeiras. E mais ainda, 21 das 49 parábolas de JESUS falam sobre finanças. Em suma, na bíblia, JESUS só deu maior ênfase do que dinheiro as questões como Salvação e Reino dos Céus.

 

 

Podemos enxergar o dinheiro de uma forma espiritual para nossa vida.

 

Não      podemos       enxergar o            dinheiro com             olhos      carnais, e            assim       o  transformaremos em algo espiritual. Isso porque vivemos, temporariamente, num mundo em que grande parte de nossas decisões causam impacto direta ou indiretamente em nossa área financeira.

 

O cristão precisa saber lidar com o dinheiro confiado por DEUS em suas mãos, para o seu correto uso e aplicação. Não são somente nossas orações que são espirituais, nossas finanças também podem e devem ser.

 

“Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: Que é, Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de DEUS.” (Atos 10: 4)

Vemos nesse texto que o anjo afirmou que a esmola, isto é, a contribuição financeira, subiu a DEUS, assim como a oração. Isso mesmo, o dinheiro subindo aos céus juntamente com uma oração. Não tente separar as coisas, dizendo a DEUS: “o que é espiritual é espiritual, o que é terreno é terreno. Pode deixar que das minhas finanças eu cuido…”

 

Enxergue seus recursos e seu dinheiro como coisas espirituais. Procure lidar com eles da mesma maneira que JESUS lidaria. Onde podemos perguntar em nosso coração se Deus esta se agradando pela aquisição de algum.

 

Escrito: Shizuo